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A
influência do
ambiente
externo na
escolha
profissional
Como
já vimos
anteriormente no
artigo "A
difícil
decisão da
escolha
profissional", o
projeto de
carreira e o
projeto de
vida
são intimamente interligados. Sendo
assim, a
escolha
profissional, é
mais
importante do
que
muitos imaginam.
Importante e
difícil;
porque
além da
competência
técnica e da
busca de
estabilidade
financeira, o
projeto
profissional envolve a
realização de
sonhos,
nos deixando
muito
próximos de uma
grande
realização
pessoal,
caso façamos a
escolha
mais adequada
pra
nós.
Mas
como
saber o
que é
certo e errado?
Era
exatamente nessa
pergunta
que
eu queria
chegar. Pense
comigo:
outra
pessoa pode
saber o
que
você faz
bem, pode
conhecer as
coisas
que
você
mais
gosta e
até
arriscar
que "você
leva
jeito"
para uma
profissão.
Mas será
que
alguém sabe os
seus
sonhos
mais
profundos?
Aquilo
que
você
realmente almeja?
Como de
fato se sentirá realizado?
Acredito que você tenha respondido não a essas
três questões. È isso, aí, meu amigo. A decisão é sua. Sem dúvida as
percepções e feedbacks do ambiente serão importantes à suas reflexões, mas
é você quem decide. Porém, você tem pessoas ao seu redor, e muitas delas
amam você. Pergunte à qualquer pai como é ouvir que o filho tomará sozinho
uma decisão assim tão importante que ouvirá algum tipo de resistência,
como: "mas ele ainda é muito novo", "mas ele tem que continuar os negócios
da família", "mas a profissão que ele tá querendo não é rentável"... e por
aí vai... Tudo por amor, um amor que precisa ser canalizado em um apoio
adequado e não rígido ou pessimista.
Sendo
assim, deixo algumas
dicas
que podem
facilitar à
pais e
professores uma
intervenção adequada no
auxílio de
jovens
que buscam
definir
sua
escolha vocacional:
- evite
pressões: "você tem
que
decidir". Creio
que é
importante o
jovem
buscar
logo
seu
primeiro
emprego e
assumir
responsabilidades,
mas muitas
vezes, a
escolha
acadêmica advém
justamente de uma
experiência
profissional
que
lhe foi
gratificante.
- evite
dizer o
que
ele deve
escolher.
Não se esqueça
que na
idade na
qual
normalmente se faz uma
escolha vocacional, o
jovem
ainda é
muito
questionador, e poderá
não
seguir
sua "enfática
sugestão"
só
para
contrariar.
-
não vá
pata o
extremo do
item
anterior, assumindo uma
postura
totalmente "faça o
que
acha
melhor":
por
ser uma
decisão
importante, a
pessoa sente-se desamparada
sem
um
suporte e pode
acreditar
que
ninguém se importa
com
ela e
seu
futuro.
- Crie
caminhos: mantendo-se
por
perto,
disponível, sugerindo
fontes de
pesquisa, e
não esqueça: sugira
pesquisas
objetivas.
Por
exemplo, ao se
perguntar a uma
pessoa se
ela
ganha
bem, o
jovem correrá o
risco de
ouvir
sim
ou
não, pautado
em
expectativas da
pessoa
que
lhe respondeu (que
provavelmente
são
diferentes das
suas).
Então, o
melhor seria
objetivamente
questionar
quanto a
pessoa
ganha.
Bem, espero
ter ajudado a
pessoa
que irá
escolher, a
entender
que os
conselhos recebidos
são
por
amor. Espero
ainda,
ter ajudado os "conselheiros"
a compreenderem algumas
armadilhas nas
quais o
amor pode os
colocar.
Até a
próxima!
Viviane Aires de Aguirre
Mearraoui.
Formada
em
Psicologia
e Pós-graduada
em
Gestão
de
Pessoas
pela
Universidade
São
Marcos.
Atuação
no
desenvolvimento
de
carreiras
e outplacement.
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